"OS COVARDES MORREM VÁRIAS VEZES ANTES DA SUA MORTE, MAS O HOMEM CORAJOSO EXPERIMENTA A MORTE APENAS UMA VEZ", William Shakespeare
_Por: Egidio Vaz_
Trago para a vossa análise um artigo e uma capa de jornal que julgo serem exemplo de desinformação
A capa diz uma coisa, a notícia, porém, diz outra. Trata-se de uma entrevista feita à margem das celebrações do 3 de Fevereiro. O jornalista do Jornal Magazine quis saber as baixas alegadamente sofridas pelas FDS em Mbau, há dias. O Ministro, pelo contrário, quis prestar maior enfoque no trabalho que as FDS estavam a fazer para assegurar a segurança dos cidadãos, ao nível nacional. Daí que surge um conflito de interesses. O jornalista aparentemente não gostou da resposta do Ministro e inventou um título chamativo para atiçar a ira dos moçambicanos.
Deixo-vos com as duas citações, curiosamente feitas pelo mesmo jornalista e disponíveis para vossa leitura nas fotos deste jornal.
A notícia/reportagem da página 4 do jornal Magazine Independente tem como título: "Não vamos nos preocupar com baixas nas Forças de Defesa e Segurança"
Mas, a transcrição feita pelo próprio jornalista às palavras do Ministro da Defesa em resposta a sua pergunta foi a seguinte:
"Não nos preocupemos com as baixas, mas com o trabalho que as Forças de Defesa e Segurança estão a desencadear para proteger as populações de Cabo Delgado, até porque não costumamos enumerar as nossas baixas, MAS QUANDO PERDEMOS UM HOMEM É UMA PERDA INCALCULÁVEL".
O jornalista percebeu perfeitamente o sentido do termo “não vamos enumerar as baixas ou não vamos nos preocupar com as baixas”. Outra frase, mais ou menos similar foi a do Marcelino dos Santos (veterano da Luta de Libertação Nacional de Moçambique), segundo a qual “não há tempo para morrer enquanto houver revolução por fazer” São palavras motivacionais; de encorajamento e moralização. Há dias vi um vídeo em que os próprios soldados, estando a conduzir diziam que não estavam preocupados com a morte porque esta era passageira. Enquanto contarmos as mortes não venceremos o inimigo.
Normalmente tem sido a tática do covardes usar o medo ou apelar a emoção para desencorajar a luta pela causa justa. Foi o que se viu na entrevista. Alguém quis usar o medo pela morte para desencorajar as FDS.
Por um jornalismo mais responsável e patriótico, o meu abraço.
FDS, força, têm o apoio das forças vivas e produtivas do povo moçambicano.
Original: em https://web.facebook.com/egidiovaz/posts/2697519500475877

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